27 de agosto de 2010

Observação de Baleias Francas no Litoral Sul de Santa Catarina

Baleia Franca Austral (Eubalaena australis)

A baleia-franca-austral (Eubalaena australis) é considerada pela IUCN como "dependente de conservação" e em todo o planeta restam menos de 8.000 indivíduos. No Brasil, a E. australis consta na Lista Oficial Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção.

Em Santa Catarina, Brasil, o Projeto Baleia Franca conseguiu em 1995 que o Governo do Estado declarasse a espécie como Monumento Natural do Estado. O Projeto também propôs e lutou para aprovar a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, criada pelo governo federal em setembro de 2000 e que protege a mais importante área de concentração reprodutiva da espécie no Brasil, cerca de 130 km ao longo da costa entre Florianópolis e o cabo de Santa Marta, no município de Laguna.

A baleia franca austral é extremamente importante para o turismo de observação de baleias, que traz recursos econômicos relevantes para comunidades como Puerto Pirámides (Argentina) e Imbituba (SC, Brasil). Podem atingir mais de 17 metros de comprimento, possuem o corpo negro e arredondado, ventre com manchas brancas irregulares e apresentam um conjunto de calosidades ou “verrugas” no alto e nas laterais da cabeça.

As fêmeas adultas, segundo registros de captura, podem chegar a pesar mais de 60 toneladas e nos machos pesos acima de 45 toneladas não são incomuns. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas é notável, podendo chegar a 40cm de largura em alguns pontos.

O esguicho das baleias francas é bastante característico, em forma de “V”. A altura do esguicho pode chegar a atingir de 5 a 8 metros, sendo mais visível em dias frios e com pouco vento. O som causado pela rápida expelida de ar pode ser ouvido muitas vezes a centenas de metros.



TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE BALEIAS


Entre junho e novembro, as Baleias Francas fogem do frio da Antártica em busca de águas mais calmas e quentes para acasalar, dar a luz aos filhotes e amamentá-los.

Entre as áreas que frequentam no litoral de Santa Catarina estão praias pouco urbanizadas como Imbituba e a Praia do Rosa, a cerca de setenta quilômetros de Florianópolis. Neste lugar, o turismo de observação de baleias pode ser feito em meio a áreas de Mata Atlântica preservadas. Hoje em dia também é possível embarcar para observá-las, porém, sempre observando as normas para a observação das baleias sem perturbá-las. 

Também nadam nestas águas os Pingüins de Magalhães, que saem do sul do continente atrás de cardumes de peixes, são levados pelas correntes marítimas e aparecem na nossa costa.

As Baleias Franca são muito dóceis. Por conta disso foram caçadas sem piedade, principalmente no século 20. Elas eram chamadas de "right whale" ou "baleia certa", porque a captura era garantida. A Baleia Franca chegou a ser considerada extinta no estado sulista. A partir de 1973, com o fechamento da última armação baleeira, as baleias não foram mais caçadas em nosso litoral.
A perda de habitats, em especial daqueles de importância reprodutiva, é atualmente reconhecida como uma das grandes ameaças às espécies de cetáceos. Os grandes cetáceos dependem diretamente dos ambientes costeiros para sua reprodução, podendo ter sua viabilidade populacional grandemente afetada por impactos ambientais nestas áreas.

Para ver as baleias a partir de terra, procure locais elevados e leve binóculos (10x50 são os melhores). Se embarcado, sempre seguindo rigorosamente as normas para não perturbar as baleias. Previna-se contra o frio e os ventos com roupas adequadas. Conheça e respeite a cultura das comunidades locais e informe-se sobre operadores de ecoturismo recomendados.


Fontes: Instituto Baleia Franca, Projeto Baleia Franca, TV Cultura

Nenhum comentário:

Postar um comentário